Anchova: a corrida de inverno que incendeia o litoral sul
De maio a setembro os cardumes sobem a costa de SC devorando tudo pela frente. Onde interceptar, com que isca e por que a noturna rende dobrado.
Todo inverno o mesmo espetáculo: a água esfria e os cardumes de anchova sobem o litoral sul acompanhando as sardinhas e as tainhas — a mesma corrida que move a famosa safra da tainha em SC. É pesca de ação: quando o cardume chega, é peixe atrás de peixe, dentes afiados cortando linha e o convés virando festa.
O peixe
A anchova (ou enchova) é um predador de cardume que passa fácil dos 5 kg nos exemplares de passagem. Boca cheia de dentes — empate de aço ou fluorcarbono grosso é obrigatório — e briga violenta perto do barco.
Como se pesca
- Corrico: a técnica clássica pra achar o cardume — colheres e minnows arrastados até o primeiro ataque denunciar a mancha;
- Meia-água no cardume achado: jigs, colheres e sardinha na deriva;
- Noturna: a anchova sobe pra comer no escuro — as saídas noturnas de inverno costumam ser as mais produtivas da temporada.
Melhor época
Maio a setembro, seguindo o frio. O pico costuma casar com a safra da tainha (maio-julho), quando a comida está na água. Mar de inverno exige janela de tempo — os guias monitoram e confirmam a saída com antecedência.
Onde pescar anchova com guia
O corredor catarinense é o palco principal:
- Balneário Piçarras — saídas diurnas e noturnas dedicadas, barco pra 10 (R$ 2.400);
- Palhoça — a costeira de olhete, pampo e anchova com 5 guias (desde R$ 1.200);
- Florianópolis — ilha das Aranhas e circuito das ilhas;
- Tubarão — anchova, pampo e garoupa com o Jailson de Medeiros (R$ 1.800);
- Itapoá e Barra Velha completam o mapa.
Preço fechado por barco, reserva via Pix, datas de inverno abertas agora — a corrida não espera: pescaconnect.com/pesca.
