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Atum e bonito: os torpedos do corrico brasileiro
Da albacora que dobra vara em Noronha ao bonito que salva o dia no Sul — como pescar os velocistas do oceano.
Nenhuma família de peixe foi tão bem desenhada pra velocidade: corpo de torpedo, músculo em estado puro e sangue quente que não para nunca. Fisgar um atum — mesmo um bonito de 3 kg — é entender na hora por que a carretilha tem fricção.
Quem é quem
- Albacoras (laje, branca, bandolim): os atins de verdade do corrico brasileiro — de 5 a 40+ kg conforme a espécie e o pesqueiro;
- Bonito (listrado e pintado): o primo menor e onipresente — cardumes enormes, brigas honestas e o melhor professor de iniciante que existe;
- Sororoca e cavala: os parentes costeiros de dente afiado, no mesmo jogo perto da costa.
Como se pesca
- Corrico: o método universal — lulinhas, penas e minnows em velocidade;
- Jig vertical: quando a sonda marca o cardume em profundidade, o metal desce e o braço paga;
- Isca viva na deriva: seletiva pros exemplares grandes;
- O sinal clássico: pássaro mergulhando = cardume comendo. O barco corre pra lá.
A briga do atum tem assinatura: círculos. O peixe desce e gira embaixo do barco, e cada metro recuperado custa. Atum de 20 kg em equipamento médio é meia hora de academia.
Melhor época
Água quente e azul: novembro a abril no Sul/Sudeste; quase o ano todo no Nordeste. A distância da costa varia com a corrente — em Noronha eles passam na porta.
Onde pescar com guia
- Fernando de Noronha — corrico, jig e isca viva no melhor pesqueiro de atum do país;
- Maceió — a água azul alagoana;
- Pontal do Paraná — bonitos e cavalas na temporada;
- Mangaratiba — as oceânicas de 30-40 milhas.
Datas: pescaconnect.com/pesca.
