Pescada amarela: a rainha dos estuários do Norte (e o troféu discreto do Sudeste)
Peixe de 10, 15, 20 quilos escondido em poço de estuário — a pescada amarela é a briga funda que pouca gente conhece fora do Pará.
No Pará, a pescada amarela é instituição: o peixe mais valioso do estuário, protagonista de safras, festas e da economia de vilas inteiras. No resto do país, quase ninguém sabe que esse gigante dourado — que passa fácil dos 15 kg — também habita os estuários do Sudeste e do Sul, discreto, nos poços fundos.
O peixe
Da família das corvinas (a maior delas nas Américas), a pescada amarela é predadora de poço: fica no fundo dos canais profundos do estuário e sobe pra caçar nas viradas de maré. A briga é a assinatura — arrancadas pesadas, cabeçadas e o "ronco" característico que dá nome à família (os machos literalmente roncam).
Como se pesca
- Onde: poços e canais fundos do estuário — 8, 12, 20 metros em água salobra;
- Quando: viradas de maré, especialmente as grandes (lua);
- Iscas: camarão graúdo, sardinha e filés de peixe no fundo; jigs e shads grandes pra quem prefere artificial;
- Equipamento: médio-pesado — o poço tem estrutura e a pescada usa.
Onde pescar com guia
- Marapanim/PA — o endereço definitivo: a saída mista de robalos e pescadas amarelas na Amazônia atlântica, onde a espécie é abundante de verdade;
- Mar Pequeno / Ilha Comprida — o Lagamar paulista guarda pescadas nos poços do canal;
- Paranaguá — os canais fundos do maior estuário do PR.
Melhor época
No Norte, a estação seca (junho a novembro); no Sudeste/Sul, o inverno concentra as pescadas nos poços. Em qualquer caso: maré grande, poço fundo, paciência de fundeio.
Datas abertas: pescaconnect.com/pesca.
