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Como pescar tarpon (camurupim): o guia do rei de prata
Boca dura, saltos de 2 metros e uma taxa de fuga que humilha — a técnica por trás do peixe esportivo mais espetacular das águas brasileiras.
O tarpon — camurupim, no batismo nordestino — é o peixe que os americanos atravessam o mundo pra pescar na Flórida pagando milhares de dólares por dia. O que quase ninguém sabe: ele vive em quantidade nos estuários do Norte e Nordeste brasileiros, e a pescaria por aqui custa uma fração (contamos a história do Capibaribe aqui).
Por que ele é único
- Tamanho: passa dos 2 metros e dos 100 kg;
- O salto: nenhum peixe salta como o tarpon — corpo inteiro fora d'água, guelras chacoalhando, várias vezes por briga;
- A boca: dura como osso — a maioria dos anzóis não penetra, e a taxa de peixe perdido é a mais alta da pesca esportiva. Cada tarpon embarcado vale por dez;
- O pulmão auxiliar: ele "rola" na superfície pra respirar ar — e é esse rolo que entrega a posição do cardume.
Como se pesca
- Isca viva (sardinha, carapeba): o método de maior conversão;
- Artificiais: shads grandes e jigs de meia-água nas passagens;
- Fisgada: firme e repetida — a boca dura exige;
- Fricção regulada: a primeira corrida é longa; brigar com pressa é perder;
- Soltura sempre: o tarpon não tem valor de mesa e todo o jogo é esportivo.
Melhor época e onde
No estuário urbano de Recife, o ano inteiro com picos de dezembro a maio. Dois guias Platina operam a pescaria: Sérgio Macedo e Everton Pires — 6 horas, a partir de R$ 1.043 o barco.
O rei de prata mora no Brasil. Falta você conhecer: pescaconnect.com/pesca-em-recife.
