Guaíra: piapara, dourado e jaú no rio Paraná das antigas Sete Quedas
Onde o rio Paraná retoma força depois de Itaipu, a pesca é de rio grande de verdade — 9 horas de barco pra até 4 pescadores.
Guaíra já teve as Sete Quedas — o conjunto de cachoeiras que o lago de Itaipu engoliu em 1982. O que sobrou foi um trecho de rio Paraná largo, corrente e fundo, onde as espécies nativas de rio grande seguem firmes: piapara, piau (piausul), dourado e jaú.
A pescaria
O Rafael Buscarioli, guia Platina, roda esse trecho em saídas de 9 horas — R$ 1.250 o barco pra até 4 pescadores (~R$ 312 por cabeça). É pescaria de rio nativo, diferente do jogo de tucunaré das represas: fundeio nas correntezas, isca natural no fundo e a expectativa do estirão que só peixe de rio grande dá.
O cardápio nativo
- Piapara e piau: a base do dia — briga honesta e volume;
- Dourado (o de rio, Salminus): o "rei do rio", explosão e salto — dedicamos uma matéria a ele;
- Jaú: o gigante de couro do fundo dos poços — quando pega, é evento;
- Pintados e barbados de passagem completam a loteria.
Melhor época
- Fora da piracema: o auge é março a outubro; de 1º/11 a 28/02 valem as regras do defeso paranaense (detalhes) — pesca esportiva com restrições e espécies nativas protegidas no período;
- Inverno: água mais baixa e clara concentra o peixe nos poços — época favorita dos locais.
Quanto custa
R$ 1.250 o barco fechado (9 horas, 4 pescadores). Guaíra fica na fronteira com o Paraguai, a 2h de Cascavel — e combina com o tucunaré de Itaipu em Mercedes, 40 minutos ao sul.
👉 Datas: pescaconnect.com/pesca-em-guaira.
