Histórias dos Guias

Do surfe ao mar aberto, a virada do bombeiro que virou referência na pesca oceânica de Floripa

Aos 4 anos ganhou a primeira vara do avô. Foi atleta de surfe, entrou nos bombeiros aos 18 e há cinco anos virou a chave — hoje Leonardo Gianotti caça dourados e peixes de bico no litoral catarinense. E leva você junto.

Tem gente que descobre o mar. E tem gente que nasce dentro dele. Leonardo Gianotti é do segundo tipo.

Manezinho de Florianópolis, Leonardo aprendeu a pescar antes de aprender a ler. Tinha uns quatro anos quando o avô colocou uma vara na sua mão e o levou pra beira da praia. Foi ali, na areia, que começou uma relação com a água que já dura a vida inteira — e que hoje ele transformou em profissão.

Da prancha pro convés

Antes do mar aberto, veio a onda. Na adolescência, Leonardo foi surfista de verdade: treinava todos os dias, fazia yoga, pilates, acompanhamento nutricional, competia. Aos 17, 18 anos já corria profissionalmente e ganhava dinheiro com o surfe. A pesca seguia ali do lado — tainha, anchova, marisco, mergulho — mas era coadjuvante.

A virada de rota começou quando ele entrou para o Corpo de Bombeiros, aos 18 anos. Sobrou menos tempo pra competir no surfe e, sem querer, foi se abrindo espaço pro mar de outro jeito. Uma das primeiras coisas que comprou como bombeiro foi um bote inflável de 3,40 metros com motor de 15 HP.

Desde os 18 eu conduzo embarcação. Tenho uma expertise muito boa no mar.

Não é força de expressão. Bombeiro e condutor de embarcação há mais de uma década, Leonardo carrega pro barco de pesca o que pouca gente tem: leitura de mar, sangue-frio e uma obsessão por segurança que só quem já socorreu gente na água desenvolve.

A obsessão que virou pesca oceânica

Daquele primeiro inflável de 3,40 metros, vieram outros: 3,70 metros, depois 4,40 metros. Com cada barco, ele foi mais longe — Ilha do Campeche, Armação, a sonhada Ilha dos Moleques do Sul. Até que, há uns cinco anos, pegou o inflável de 4,40 e simplesmente tocou pra fora.

Foi indo, indo, até achar uma estrutura boiando lá pelos 70 e poucos metros de profundidade. Fisgou seu primeiro dourado-do-mar. Voltou pra terra e tomou a decisão: anunciou o inflável, vendeu, e foi até Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, buscar uma lancha Fly Fish 190 com motor Mercury. Apaixonou-se pela pesca oceânica de vez. Hoje ele roda numa Fly Fish 195 nova — a Patota Salt Fishing.

Comecei essa batida de pescaria oceânica e virou a chave. Antes eu era 90% surfe e 10% pesca. Hoje sou 95% pesca e 5% surfe.
A Patota Salt Fishing, a Fly Fish 195 de Leonardo, voltando de mais um dia de mar em Florianópolis.
A Patota Salt Fishing, a Fly Fish 195 de Leonardo, voltando de mais um dia de mar em Florianópolis.

Hoje, é cabeça de competição

Não parou na paixão. Nos últimos anos, Leonardo entrou de cabeça nas competições de peixe de bico e na pesca oceânica esportiva. Tem disputado etapas de circuitos nacionais, conquistado destaque, ficado no pódio de forma recorrente. Muito dourado, muito resultado — e um nome que hoje é referência quando o assunto é tocar pra fora no litoral catarinense.

Foi essa bagagem que o levou ao PodPesk, onde protagonizou uma live de mais de quatro horas falando não só de pesca oceânica, mas de um tema que ele domina como poucos: sobrevivência no mar. Conhecimento de bombeiro, miudinho, daquele que pode salvar a vida de quem se aventura água adentro.

Leonardo (ao centro) em participação no PodPesk, onde falou de pesca oceânica e sobrevivência no mar.
Leonardo (ao centro) em participação no PodPesk, onde falou de pesca oceânica e sobrevivência no mar.

Pesque com o Leonardo

A pesca oceânica em Florianópolis encanta justamente pelo que tem de difícil: a dinâmica, a emoção, a sensação indescritível de brigar com um peixe grande no mar de fora. Mas é uma pescaria que pede o barco certo, o equipamento certo e, principalmente, a pessoa certa no leme.

Leonardo é essa pessoa. Capitão amador, bombeiro, competidor e Embaixador Diamante da PescaConnect. Se você quer viver um dia de pesca oceânica de verdade em Florianópolis — com quem respeita o mar e sabe exatamente o que está fazendo — o convite está feito.